quarta-feira, 19 de junho de 2019

Individualidade

Qualquer time ou seleção do mundo que deixar de ter seu melhor jogador vai se enfraquecer. Individualmente, perde seu protagonista e um atleta capaz de decidir uma partida num único lance. Muitas equipes, porém, são capazes de transformar tal adversidade em força coletiva, mas para isso se faz necessário um sistema de jogo bem implantado, algo que os times de Tite sobram de ter. 

Mas, ontem, diante da desprovida Venezuela e na estreia da Copa América, sobretudo no primeiro tempo, diante da frágil Bolívia, vimos uma seleção que carece de qualidade técnica individual e do que mais o jogador brasileiro pode (ou poderia) oferecer, o drible e a refinada ousadia de outrora. Talento esse que sempre habilitou o futebol brasileiro como o melhor do mundo. 

Neymar ainda é o protagonista da seleção de Tite?

Fica evidente que Neymar faz falta a seleção brasileira. Assim como faria para qualquer time ou seleção do planeta. Sabatinados após o melancólico empate de ontem, todos os atletas foram enfáticos em ressaltar que o atual jogador do PSG é peça fundamental, mas também indicaram que a falta de intensidade do setor ofensivo foi determinante para a exibição abaixo do esperado e que precisam melhorar caso queiram chegar até a final da Copa América. 

As vaias do torcedor baiano é o reflexo puro e simples da perda de identidade da seleção com seu público. Aliás, público esse que não pagou barato parar estar ali e gostaria de ter acompanhado aquela seleção impiedosa que goleava sem freios seus adversários mais frágeis e que agora sofre para construir e criar raras oportunidades de gols. Sinal dos novos tempos e que acende uma luz de alerta que dar espetáculo será algo para depois, já que o importante é apenas vencer.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Amor pelo “bálon”



O Santos do técnico Jorge Sampaoli acumula com a derrota de ontem para o Atlético/MG pelas oitavas da Copa do Brasil a terceira eliminação na temporada e todas no palco paulista, tido por muitos como a segunda casa santista. Antes, havia sido eliminado pelo Corinthians, no Paulistão e pelo River do Uruguai, pela Sul-americana.

Até o torcedor adversário concordaria em dizer que é muito agradável ver o time santista jogar. Não há partida morosa e entediante e o ritmo intenso do jogo santista é entusiasmante, principalmente pelo fator pregado pelo seu treinador onde os jogadores necessitam ter o amor pelo “bálon”, quando a ela tem em seu domínio.

"Se o futebol de posse de bola não funcionasse, eu me aposentaria", disse Pep Guardiola em entrevista em meados do auge do seu Barcelona. Mas, ter bola e não saber o que fazer com ela, de nada adianta, principalmente se o time exalar ansiedade e displicência ao tentar buscar concluir a gol, que é o caso do time de Sampaoli na maioria das partidas.

Sampaoli acumula mais uma eliminação em mata mata pelo Santos

O argentino é um entusiasta do futebol. Valoriza a verticalização das jogadas sempre em busca do gol. Algo fora do padrão aplicado por aqui nos últimos anos, até mesmo de equipes vencedoras e com isso, causou certo frisson entre torcedores e imprensa, mas falta-lhe algo importante e que ainda não encontrou. O equilíbrio!

Sua permanência no comando técnico do Santos passa fundamentalmente pelo encontro desse equilíbrio, compartilhado igualmente de três formas: ter um elenco competitivo e homogêneo ao seu agrado; o entendimento do torcedor no trabalho a ser realizado por ele; e a confiança da diretoria o respaldando num projeto a médio/longo prazo.

Não somente ao Santos, mas ao futebol brasileiro principalmente, ter Jorge Sampaoli por aqui comandando uma equipe é a oportunidade de conhecer novos (ou não) conceitos de aplicar e projetar o futebol, mas assim como a maioria, devido a cultura rasa e tacanha, o que medirá seu trabalho será o resultado final nas competições e até aqui, Sampaoli tem se mostrado mais do mesmo, ao menos no diz respeito vencer e levantar canecos.

segunda-feira, 4 de março de 2019

Santos vs Oeste - Paulistão 2019 - Pós jogo

Nobre amigo alvinegro praiano, agora mais calmo apôs a torrencial partida do último sábado, vamos a alguns fatos que nos chamaram atenção:

Coletivamente, acredito que fôra o jogo mais abaixo do time. Mais até que contra o Ituano, já que lá houveram muitos erros individuais.

O sistema de jogo está aí. Será esse e não irá mudar. O que precisa ainda é de ajustes e treino, muito treino. E dar ritmo e confiança as peças que irão jogar. O Santos é muito intenso, mas sofre muito defensivamente. E acreditem, mesmo com toda limitação, Alisson faz falta ao time neste esquema do técnico Sampaoli.

Fica evidente que algumas peças não rendem e no máximo serão opção. Digo especificamente de Yuri e Soteldo. Quando ambos saíram, o time foi outro e mostrou um volumoso poder de reação, mesmo estando atrás do placar por duas vezes.

Ofensivamente, acredito que ainda falta o camisa 9, mas não é uma necessidade urgente. O estilo de jogo pede muita entrega dos avantes, principalmente pelos flancos do campo e Derliz Gonzáles e Rodrygo serão as peças, municiados por Jean Mota, Sanchez e talvez Cueva (?).

O capitão Victor Ferraz foi o autor do gol da vitória 


Por fim, mas não menos importante, falar da estreia do lateral Felipe Jonathan. Gostei do primeiro tempo. Quando possível apoiou e bem e não o vi comprometer defensivamente. E no segundo tempo, até pela falta de ritmo, cansou e limitou-se a marcar e recompor a defesa, já que Jean Lucas faz as vezes do elemento surpresa, "pisando" dentro da área adversária e principalmente pela estrada de Pato Sanchez, que deu o UP necessário a equipe na busca pela vitória.

O Santos venceu e está classificado no Paulistinha. Agora, é rodar ao máximo o elenco na competição, garantir o primeiro lugar no geral e focar na Copa do Brasil.


Santos Sempre Santos

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

E os trabalham continuam


Nobre amigo torcedor alvinegro caipira, o Nhô Quim segue firme e forte em sua preparação visando a disputa do campeonato paulista da série A2 no próximo ano e para isso, olhar clínico nas contratações se faz necessário para minimizar o erro na busca por reforços.

A maior dificuldade encontrada e não é de hoje, é buscar atletas que aceitem contratos para meia temporada. Ou seja, apenas para o primeiro semestre. Já que o Quinze mais uma vez não terá um calendário de competição nacional para a segunda metade do ano.

O próprio comandante quinzista ressaltou a dificuldade, alegando que na sua maioria, os atletas optam por agremiações com calendário para toda a temporada, entretanto, essa dificuldade deverá servir de motivação para a busca da vaga na elite do futebol paulista.

Como esse ano, o regulamento da Série A2 permitirá a inscrição de 26 jogadores na lista denominada como A, enquanto o registro na lista B, reservada para atletas oriundos das categorias de base dos clubes, desde que atendendo aos requisitos impostos no documento, é ilimitado. Aliás, muito bom por sinal. Servindo assim de vitrine e oportunidade para alguns jovens valores.

Até o momento a comissão técnica conta com 21 atletas à sua disposição. Sendo que outros 4 continuam no departamento médico. Sendo assim, existe ainda a possibilidade da chegada de mais um ou dois reforços, mas também não está descartado a utilização de atletas oriundos da base e principalmente da equipe que irá disputar a Copa SP no início do ano.

VAI E VEM DO MERCADO: O mercado da bola está a todo vapor e os clubes paulistas já se mechem na busca por reforços para 2019. Como destaques, o Palmeiras já anuncio o meia Zé Rafael, ex-Bahia, e o atacante Arthur, ex-Ceará, e está prestes a anunciar o atacante Ricardo Goulart. O Corinthians anunciou o meia Ramiro, ex-Grêmio, e trouxe de volta o técnico Fábio Carille. Já o tricolor paulista anunciou os modestos Igor Vinicius e Léo Pelé. E o Santos, espera anunciar oficialmente o técnico Jorge Sampaoli, que treinou a Argentina na Copa do Mundo da Rússia.


segunda-feira, 19 de novembro de 2018

SFC respira por aparelhos


Como pode um clube que arrecadou aproximadamente meio bilhão com vendas de jogadores na última década estar à beira do precipício quando o assunto são suas finanças e receitas? A resposta é simples, mas como explica-la, nem tanto e requer muita autocritica e um singelo exame de consciência.

Neymar, Ganso, Rodrygo, Gabigol, Danilo, Alex Sandro, Wesley, André, Jonathan, Zé Eduardo (até com o Zé Love o clube ganhou dinheiro), Alan Patrick, Felipe Anderson, Rafael, Thiago Maia, Geuvânio, Serginho e Emerson Palmieri são alguns dos atletas com os quais o clube arrecadou esse montante e hoje se vê na UTI agonizando por dias melhores. Como é possível? Com má gestão e transbordamento de vaidades principalmente.

Outro assunto que causa um grande desconforto é o tal embate Vila Belmiro vs Pacaembu, aliás, sobretudo quando o discurso de rincha é entre torcedores do próprio clube. Qual torcedor não gostaria de acompanhar a partida do seu clube de coração com um mínimo de conforto e comodidade? Mas será que no caso do Santos, o problema do baixo público é tão somente o local de mando das partidas? Enquanto isso, a arrecadação com bilheterias é acachapante e muitas vezes danosa aos cofres do clube.

Dificuldade na aquisição do ingresso é um problema recorrente, assim como a complexidade de pagar um simples boleto e até mesmo de recebe-lo ou gerar-se uma segunda via para pagamento da mensalidade de sócio torcedor via site do clube. Sim, isso é real e ainda acontece e o resultado é a baixa adesão na associação de novos contribuintes e até mesmo o aumento da inadimplência, gerando assim, uma arrecadação ínfima.  

Os jogadores santistas tem maltratado a bola ultimamente  

Agora, o fator campo é determinante e impulsivo. Ele é quem será o termômetro das ações do torcedor junto ao clube, independentemente da paixão e tesão dele pelo seu clube de coração e nesse quesito, a bola vem punindo e muito. Amor à camisa é utopia e até o mais ilibado dos torcedores não levaria isso a sério, mas comprometimento é o mínimo que se espera quando se veste uma camisa de “entortar o varal” que já teve Pelé, Pita e Serginho Chulapa como protagonistas.

Apenas boa vontade e boas intenções não é o suficiente para gerir um clube de futebol, principalmente quando se é vidraça e tem o torcedor como o consumidor mais exigente do mercado. Conchavos e conspirações não podem e não devem fazer parte do dia a dia, mesmo que no futebol se faça necessário muitas vezes. O clube necessita tomar as rédeas e ser dominante daquilo que oferece. O show não pode parar e o torcedor agradece.