terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ídolos de barro no futebol globalizado

Caros amigos e torcedores alvinegros, quanto mais eu leio e tento entender o mundo do futebol, ele cada vez mais fica irritantemente chato de se entender, e vou lhes dizer a razão desta minha aparente irritação.
Certo dia desses, e não foi a primeira vez, um tal senhor chamado Edson disse que jogará por uma determinada equipe em 1974, aliás, seu último ano de contrato na equipe, totalmente de graça, sem receber um único centavo e disse o motivo – “O clube estava em uma situação financeira ruim e abri mão do salário para ajudar”.
Digo apenas que esse tal Edson foi e ainda continua sendo o maior jogador que este mundo já presenciou, Pelé, e a equipe pela qual jogou foi o Santos Futebol Clube. E mesmo sendo o maior de todos em todos os tempos, pois já ganhará tudo que um atleta podia ganhar como jogador profissional, abriu mão de seu “misero” salário, pois naquela época as coisas eram bem diferentes do que os dias de hoje, onde qualquer atleta “meia boca” pede valorização (entenda-se aumento de salário) por meia dúzia de gols feitos na temporada, para simplesmente ajudar seu clube, pelo qual atuou por quase duas décadas e é torcedor apaixonado.
Agora pergunto a vocês, que atleta, hoje, teria a coragem de ter a mesma atitude que Pelé teve para com o Santos Futebol Clube?
Tenho a resposta na ponta da língua, simplesmente por duas situações que aconteceram essa semana aqui no Brasil.
A primeira envolvendo o decadente (minha opinião) Ronaldinho Gaúcho e seu irmão e empresário/agente Assis, no episódio musical “Eu vou fazer um leilão, quem dá mais pelo meu irmão” e o segundo episódio é sobre nosso maestro e atual camisa 10, Paulo Henrique, o Ganso, que publicamente se diz “magoado” com a diretoria que não o valorizou, como valorizaram o menino craque Neymar. Ambos os casos são semelhantes, porém os atletas, cada um na extremidade do futebol. PH Ganso no inicio de sua brilhante carreira e Ronaldinho Gaúcho já em tempos de acomodação e pendurar as chuteiras. O que mais me chamou a atenção em ambos os casos foi o modo como a situação foi conduzida e a razão de tudo isso. Tudo por um mal necessário, o DINHEIRO. Mas o pior de tudo isso é ver como são mal orientados por seus agentes/empresários/investidores esses grandes atletas que fazem a alegria de seus torcedores. Não quero que façam o mesmo que Edson, dinheiro como disse é necessário em nossa vida, o que espero ver ainda no futebol é amor a camisa e ética, afinal, o que move o torcedor é a paixão e essa paixão deve vir de dentro para fora e não o contrário, senão daqui a pouco o “rabo” vai balançar o “cachorro” e estaremos criando Ídolos de barro no futebol globalizado.
Conto com a participação de toda nação santista, do Brasil e do mundo, através do meu twitter @rocaetanopira ou aqui mesmo no futblog.
Forte abraço e uma ótima semana.
O maestro santista Paulo Henrique Ganso


Um comentário:

  1. Ridiculo!
    E qdo eu defendia o neymar, o polvo me xingava! #VSF
    TOOOOOMA...taí o ganso q eu smp disse, o profissional do futebol e não o jogador identificado com o clube e a torcida. Aaah não esse é o Neymar, o Elano, O Pelé, o Robinho...

    Não vejo a hora de fazer dinheiro com esse (verdadeiro) MULEQUE! A obrigação dele agora é dar titulos ao Santos e depois... VAZAAAAAR!

    Acho q é mau de camisa '10' hj em dia: R10 e PH10, o ontem e o amanhã! sem mais néh!

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